Publicado por: estherbarros | agosto 14, 2009

ARTHROPODA

ARTHROPODA

Os Artrópodes (do grego arthros: articulado e podos: pés, patas, apêndices) são animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados. São o maior grupo de animais existentes, representados pelos gafanhotos (insetos), aranhas (arachnida), caranguejos (crustáceos), centopéias (quilópodes) e embuás (diplópodes).

Arthropodes

Os artrópodes habitam praticamente todo o tipo de ambiente: aquático e terrestre e representam os únicos invertebrados voadores.

Além das patas articuladas, outra característica importante dos artrópodes é a presença de um reforço externo: o exoesqueleto. Ele é resistente, impermeável e é constituído de sais de quitina.

O exoesqueleto reveste e protege o corpo desses animais de muitos perigos externos e também evita que eles percam água. É uma importante adaptação ao ambiente terrestre.

Embora ofereça proteção, o exoesqueleto limita o tamanho do animal, pois não acompanha o crescimento do corpo. Quando esse exoesqueleto fica pequeno, ocorre a muda, também chamada de ecdise. Nesse fenômeno, o exoesqueleto antigo se desprende do corpo do animal e é trocado pelo novo, que já está formado. Muito visto em cigarras.

cigarra

Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado. São divididos em: Cabeça, tórax e abdomem.  Há casos em que dois ou mais tagmas se unem formando uma única peça como é o caso de certos grupos de crustáceos em que os tagmas cabeça e tórax se unem formando o cefalotórax e nos quilópodes e diplópodes em que o tórax se une com o abdômen formando o tronco.

Os artrópodes são, em sua maioria, dióicos (sexos separados) e muitos utilizam seus apêndices modificados para a cópula. A fecundação é interna nas formas terrestres, podendo ser externa nas aquáticas. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto. A cópula e a fecundação variam muito de acordo com a espécie.

O sistema digestivo é completo e a circulação é aberta, isto é, o “sangue” não circula apenas dentro dos vasos, mas banha espaços do corpo do animal. Esse “sangue” é incolor ou ligeiramente azulado e não transporta gases, apenas os nutrientes.

O sistema respiratório consiste em brânquias nos aquáticos e traqueias ou filotraqueias nos terrestres.

Verifica-se já uma tendência para a cefalização, apresentando o animal vários órgãos sensitivos, entre os quais olhos, receptores olfativos e gustativos e antenas tácteis.

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Publicado por: estherbarros | junho 10, 2009

Moluscos

MOLUSCOS

Os moluscos (do latim molluscus, mole) constituem um grande filo de animais invertebrados, marinhos, de água doce ou terrestres, que compreende seres vivos como os caramujos, as ostras e as lulas.

molusco

Existem dez classes de moluscos, oito que ainda vivem e duas que só são conhecidas através de fósseis.

Estas classes contêm as mais de 250 000 espécies de moluscos:

Estes animais apresentam tipicamente uma cabeça anterior, um pé ventral e uma massa visceral dorsal. O corpo é mais ou menos coberto por um manto fino, carnudo e em regra protegido por uma concha externa.

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Apesar da enorme variedade de formas, os moluscos possuem um conjunto de características básicas comuns:

  • Simetria bilateral – em alguns casos a simetria é alterada durante o desenvolvimento embrionário, por fenômenos de torção;
  • Corpo mole – geralmente coberto por uma concha calcária, produzida pelo manto. O corpo pode ser dividido nas seguintes partes:

# Cabeça – contêm gânglios nervosos associados a órgãos dos sentidos por vezes complexos. A boca apresenta uma rádula, membrana sobre a qual se dispõem filas de dentes córneos virados para trás, que funciona como um raspador para retirar alimentos;

# Massa visceral – concentra a maioria dos sistemas (digestivo, excretor, reprodutor, etc.);

# Pé – órgão musculoso utilizado na locomoção, captura de presas, natação, etc., pelo que pode ser extremamente modificado;

# Manto – prega de tecido da parede dorsal do corpo que recobre a massa visceral e contém glândulas que segregam a concha. O manto delimita uma cavidade, do manto ou paleal, onde se localizam os órgãos respiratórios;

  • Sistema digestivo – completo, com boca e ânus, e com órgãos diferenciados (faringe, esófago, estômago, intestino e glândulas digestivas anexas);
  • Sistema circulatório – exceto nos cefalópodes, o sistema circulatório é aberto, ou seja, parte do trajecto do sangue é feito fora de vasos sanguíneos, em espaços designados lagunas, o que para animais de movimento lento será suficiente. O coração localiza-se dorsalmente;
  • A grande maioria dos moluscos apresenta os sexos separados, com fecundação externa nos animais aquáticos. Algumas espécies, no entanto, apresentam fecundação interna ou metamorfoses.

Curiosidades – A lula-colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni) é provavelmente a maior espécie de lula existente, e o único membro do gênero Mesonychoteuthis. Estima-se que ela pode ultrapassar os 14 metros de comprimento. Sendo assim, a lula-colossal é considerada o maior invertebrado conhecido do planeta.

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Publicado por: estherbarros | setembro 24, 2008

Anelídeos

Vulgarmente chamam-se anelídeos (Annelida – do latim annelus, pequeno anel) aos vermes segmentados – com o corpo formado por “anéis” – do filo Annelida como a minhoca e a sanguessuga. Esta segmentação mostra-se em aspectos internos e externos, incluindo músculos, nervos e órgãos circulatórios, excretores e reprodutores. São os primeiros animais na escala evolutiva dos animais a apresentar sistema circulatório. O sistema digestivo é completo, com presença de boca e ânus. Muitos têm respiração cutânea e outros, que vivem em ambiente aquático, respiram através de brânquias. Os anelídeos vivem no solo úmido, na água doce e salgada. Podem ser parasitas ou de vida livre. Alguns são hermafroditas, mas existem também os que apresentam sexos separados. Muitos anelídeos possuem cerdas quitinosas, estruturas existentes na parede do corpo e que, expandindo-se e retraindo-se, conferem, respectivamente, aspecto liso e áspero ao animal. As três classes em que se dividem os anelídeos são determinadas de acordo com a presença ou não de cerdas. Assim, os anelídeos podem ser classificados em:

OLIGOQUETAS: (do grego oligo: poucos; chaeta: cerdas) são os anelídeos com poucas cerdas que vivem tanto em ambientes terrestres quanto em água doce. A respiração destes animais é cutânea (pela pele). Ex: Minhoca.

POLIQUETAS: (do grego polys: muitos; chaeta: cerdas) estes anelídeos têm muitas cerdas, vivem geralmente no mar. Em cada segmento do corpo possuem apêndices locomotores. Outra característica comum é que cavam buracos na areia. Os poliquetos são carnívoros. Muitas vezes, são canibais, isto é, devoram outros poliquetos. Exemplos: sérpula e neréis.

HIRUNDÍNEOS ou AQUETAS: (prefixo a: não, sem; chaeta: cerdas) Os anelídeos deste grupo não possuem cerdas. O mais conhecido é a sanguessuga, que parasita animais diversos. Vive em riachos e pântanos. Nas extremidades de seu corpo existem ventosas: com uma delas a sanguessuga prende-se firmemente à pele de seu hospedeiro; com a outra, suga-lhe o sangue.

= CURIOSIDADES =

As sanguessugas produzem uma substância chamada hirudina, que impede a coagulação do sangue. Por isso mesmo foram muito utilizadas no século XIX para provocar sangrias em pessoas com pressão alta. Várias sanguessugas, que podem ingerir várias vezes o seu peso em sangue, eram colocadas sobre o paciente.

As minhocas atuam como verdadeiros “arados naturais”, construindo galerias subterrâneas, revolvendo o solo e, assim, aumentando sua aeração e a drenagem de água.

Cresce em todo o mundo a minhocultura, ou criação de minhocas, com a finalidade de produzir humo para a agricultura. O humo de minhocas não tem cheiro forte e pode ser armazenado por vários meses sem perda de qualidade. As minhocas são também utilizadas para a fabricação de rações animais, pois são relativamente ricas em proteínas.

Publicado por: estherbarros | setembro 18, 2008

Nematoda

Os nematódeos ou nemátodos (Nemathelminthes) reúnem vermes de
corpo cilíndrico
afilado nas extremidades, semelhantes a um fio (nema = fio), não dividido em anéis e que incluem muitas formas parasitas de plantas e animais, podendo também ter vida livre (sésseis).

Apresentam corpo cilíndrico, alongado e não segmentado com sistema digestivo completo (com boca e ânus), sistemas circulatório e respiratório ausentes (a respiração é cutânea ou tegumentar, feita através de difusão); sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao redor da faringe. A maioria das espécies são dióicas, realizam fecundação interna, ocorrendo em algumas nítido dimorfismo sexual: normalmente os machos são menores que as fêmeas, apresentam espinhos copulatórios e possuem a cauda encurvada.

Ancilóstomos, lombrigas, oxiúros e filárias são alguns tipos de nematelmintos que parasitam os seres humanos.

ANCILÓSTOMOS – são uma das espécies mais conhecidas (ancylostoma duodenale) e vive no intestino delgado do homem. Os ancilóstomos possuem ganchos na cavidade da boca, com os quais lesam a parede do intestino, provocando a liberação de sangue, que usam como alimento. Por isso, provocam hemorragias, que deixam a pessoa anêmica e sem capacidade para o trabalho. A pessoa atacada pelos ancilóstomos fica com a pele amarelada; daí a ancilostomose, nome da doença causada por esses vermes, ser também chamada amarelão.

 

ASCARIDÍASE – é uma parasitose geralmente benigna causada pelo verme nemátode Ascaris lumbricoides, também conhecido popularmente como lombriga. As lombrigas são muito prejudiciais à saúde, pois se alimentam das substâncias nutritivas necessárias à vida do homem. A doença provocada por esses vermes é chamada ascaridíase e, entre seus sintomas, podemos considerar a ocorrência de náuseas, vômitos, cólicas abdominais e emagrecimento.

 

OXIUROSEnome da infecção por oxiúros (Enterobius vermicularis) que parasitam o intestino dos mamíferos, principalmente primatas, incluindo o homem. É a única parasitose que ainda é hoje comum nos países desenvolvidos, atingindo particularmente as crianças. Em relação às manifestações digestivas, a maioria dos pacientes apresenta náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo e, mais raramente, evacuações sanguinolentas.

FILARÍASE também chamada elefantíase é a doença causada pelos parasitas nematóides Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, comumente chamados filária, que se alojam nos vasos linfáticos, causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematóideo obstrui o vaso linfático, o edema é irreversível. Na fase aguda podem aparecer fenômenos inflamatórios, entre eles inflamação dos vasos linfáticos e linfadenites, além de sintomas gerais, como febre, dor de cabeça, mal estar, entre outros. Mais tarde, por um período que pode levar meses ou anos, os pacientes podem apresentar inchaço de membros. Pode ainda haver a evolução para formas graves e incapacitantes de elefantíase (aumento excessivo do tamanho de membros).

Publicado por: estherbarros | setembro 11, 2008

Platelmintos

Os Platelmintos (gr. platys = plano + helminthes = verme intestinal) são, em sua maioria, vermes aquáticos, pequenos, de corpo mole que não se enterram, mas ao contrário movem-se sobre e entre rochas, particulas de sedimento, detritos, algas e no tecido de suas presas. Eles incluem vermes chatos de vida livre (Tubellaria) e vermes parasitas (Trematoda) e solitárias (Cestoda). Trata-se de animais de simetria bilateral, triblásticos, acelomados, com sistema nervoso centralizado, sistema digestivo incompleto e dispondo de sistema excretor e gônadas permanentes. Outros importantes avanços em relação a esses organismos são o surgimento de órgãos excretores, cérebro e órgãos reprodutores distintos.

TURBELLARIA Tem o corpo achatado, semelhante a uma folha alongada. Podemos encontrá-la vivendo em córregos, lagos e lugares úmidos. Apresenta cílios no ventre que auxiliam a locomoção. Alimenta-se de moluscos, de outros vermes e de cadáveres de animais maiores. A planária adulta é hermafrodita, isto é, apresenta tanto o sistema reprodutor masculino quanto o feminino. As planárias podem também se reproduzir assexuadamente, simplesmente dividindo-se em duas partes. Cada uma das partes se desenvolve e dará origem a uma nova planária. Possuem, ainda, uma grande capacidade de regeneração. Cortando-se o animal em alguns pedaços, cada um deles pode dar origem a uma planária inteira.  

                        

CESTODA – A classe cestoda possuem a aparência de uma fita. O corpo é segmentado dividido em escólex (para fixação) e estróbilo (corpo dividido em plogótides).Todos Hermafroditas. O comprimento do corpo varia conforme a espécie. São obrigatoriamente parasitos de animais e apresentam sistema digestivo ausente (alimenta-se por perfusão). As formas adultas localizam-se no trato digestivo.

 

TREMATODA – composta espécies de endo- e ectoparasitas. Os tremátodes podem infestar uma grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis e mamíferos, sendo a escolha do hospedeiro dependente da espécie. Alguns destes organismos causam doenças graves no hospedeiro. A estrutura e fisiologia dos tremátodes é bastante semelhante à dos organismos da classe Turbellaria. Os tremátodes têm orgãos adesivos orais e ventrais que os fixam ao hospedeiro, do qual sugam tecidos, muco, fluidos e/ou sangue. A epiderme do tremátode é não ciliada e permite as trocas gasosas da respiração e a eliminação de compostos nitrogenados.

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